sábado, fevereiro 16, 2008

Tropa de Elite é o Vencedor do Urso de Prata em Berlim.

Acabei de ver o anúncio da premiação do Urso de Prata do Festival de Cinema de Berlim, apesar de recepção desfavorável de parte da imprensa que cobriu o evento. No Brasil a reação ao filme também foi polêmica. Aproveito a oportunidade para postar aqui, as minhas impressões sobre a obra, no texto que estreou meu ( mais um) Blog Um Olhar, em 18 de dezembro de 2007. Aproveito para ressaltar que gostar do filme não significa gostar da violência policial.










Enfim, assisti Tropa de Elite, o filme brasileiro mais discutido dos últimos tempos. Sou avessa a filmes de ação (chego a cochilar) não gosto do submundo, estou cansada de ver as mazelas brasileiras nos jornais. Tudo isso seria motivo para que eu não tivesse a mínima vontade de ver o filme. Mas algo me fez ir ao cinema, na última sessão do sábado e com exceção dos momentos em que fechei os olhos (foram muitos), fiquei atenta do começo ao fim. O filme, sob a direção de José Padilha , que também participou do roteiro junto com Rodrigo Pimentel e Bráulio Montovani, conta a história de dois amigos de infância que desejam entrar para polícia. Neto (Caio Junqueira) e Matias (André Ramiro). O longa é narrado por Wagner Moura, o Capitão Nascimento, que deseja preparar seu substituto no Bope - Batalhão de Operações Especiais da Policia Militar. O elenco convence, destacando Caio Junqueira e até o calouro André Ramiro. Wagner Moura dá vida (e como dá!) ao Capitão Nascimento. Policial incorruptível, rígido e implacável. A atuação de Wagner Moura poderia ser discutida à parte de tanto que me impressionou. Não posso deixar de registrar que o Capitão Nascimento é um personagem fascinante e que os seus idealizadores zelaram pela sua humanidade. O policial duro sofria de crises de ansiedade terríveis. O filme traz a verdade sobre a situação nos morros do Rio de Janeiro. Aquela verdade que já conhecemos. E não há santos. A polícia tem seu lado podre e em grande parte. Os traficantes não são Hobin Hoods, coisissima nenhuma. E boa parte da burguesia da Zona Sul, que faz passeata em favor da Paz, freqüenta o morro e arma os traficantes consumindo o produto do tráfico. Triste realidade nas telas dos Cinemas.
Evelyne Furtado

2 comentários:

Divinius disse...

Gostei de ler.
Comenta o meu blog:)
A LUZ QUE TE DEIXO É DA COR DA MINHA VIDA:)

Evelyne Furtado disse...

Ok!
Valeu a visita. Retribuirei.
Abraço.