quinta-feira, abril 05, 2007

O tempo em mim- para Sylvinha.



De menina me fiz, de repente, mulher
Foi entre um piscar de olhos.
Nem vi o tempo passar,
Mas ele se faz notar
Em cada parte de mim.

A menina no espelho
Não se reconhece mais
Tem outros contornos
Outras formas e
Muito mais vida vivida.

Não há impacto mais forte, no entanto
Do que me rever no corpo de minha filha:
" Um dia desses, eu era assim!"
Espanto-me.

Mas há tanta ternura no olhar
Tanto amor no contemplar
Que o choque é quase nada,
Ante o presente,
Que só tempo pôde proporcionar.

Evelyne Furtado.

3 comentários:

Anônimo disse...

É lindo o poema da transformação, de uma transferência ou de uma vontade perpetuada. É lindo poder dizer que te vejo como outrora e homenageá-la como um processo de criação. Linda. Linda. Lindas! A aniversariante de hoje, meus parabéns. A aniversariante de ontem, os meus pensamentos eternos.

Anônimo disse...

O espelho que captura a imagem,
É o mesmo que eterniza o momento:
Arte única.
Duas estrelas, cópias originais,
Uma, o modelo da outra.
A outra, a primeira.
Ambas...
Iguais...
Únicas.

Evelyne Furtado disse...

Obrigada por entender e "traduzir" esse amor perpetuado.
Obrigada pela gentileza!
Abraço.