Hoje sou Aninha e desço as ladeiras de Goiás Velho
Sem que nunca tenha estado lá
Piso em cada pedra em que Aninha pisou
Uso um vestido comprido, longo a quase arrastar no chão
E trago o cabelo preso, trançado com precisão.
Trago Aninha n'algum lugar em mim
Peço emprestado a ela um pouco de lirismo
Para sentir só um tantinho do que ela sentia
E me imaginar poeta
A descer de vestido aos pés, as ladeiras que Aninha descia.
Maio
Há 7 meses



2 comentários:
Lindo, um beijo...
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